Um estudo hermenêutico do Tarô

    Marcelo Bolshaw Gomes


     
       "Segundo a tradição, quando os sacerdotes egípcios, herdeiros da sabedoria Atlante, eram ainda guardiões dos Mistérios Sagrados, o Grande Hierofante, prevendo uma época de decaimento espiritual da humanidade e a perseguição ao ensinamento sagrado, convocou ao templo todos os sábios sacerdotes do Egito para que, juntos, pudessem achar um meio de preservar da destruição os ensinamentos iniciáticos, permitindo, assim, seu uso às gerações de um futuro distante. Muitas sugestões foram apresentadas, mas, o mais sábio entre os presentes disse que, devido ao declínio moral da humanidade, o vício iria prevalecer por toda parte e sugeriu então que as Verdades Eternas fossem perpetuadas através do vício, até a época em que novamente poderiam ser ensinadas. Assim foi feito e o grandioso sistema simbólico da Sabedoria Esotérica - o Tarô - foi dado à humanidade sob a forma de um baralho de 78 cartas, que, desde milhares de anos, servem para satisfazer a curiosidade humana a respeito do seu futuro ou para distrair-se e matar o tempo, jogando.” 

    MEBES, G. ARCANOS MENORES DO TARÔ