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"Segundo a tradição, quando os sacerdotes egípcios,
herdeiros da sabedoria Atlante, eram ainda guardiões dos Mistérios
Sagrados, o Grande Hierofante, prevendo uma época de decaimento
espiritual da humanidade e a perseguição ao ensinamento sagrado,
convocou ao templo todos os sábios sacerdotes do Egito para que,
juntos, pudessem achar um meio de preservar da destruição
os ensinamentos iniciáticos, permitindo, assim, seu uso às
gerações de um futuro distante. Muitas sugestões foram
apresentadas, mas, o mais sábio entre os presentes disse que, devido
ao declínio moral da humanidade, o vício iria prevalecer
por toda parte e sugeriu então que as Verdades Eternas fossem perpetuadas
através do vício, até a época em que novamente
poderiam ser ensinadas. Assim foi feito e o grandioso sistema simbólico
da Sabedoria Esotérica - o Tarô - foi dado à humanidade
sob a forma de um baralho de 78 cartas, que, desde milhares de anos, servem
para satisfazer a curiosidade humana a respeito do seu futuro ou para distrair-se
e matar o tempo, jogando.”
MEBES, G. ARCANOS MENORES DO TARÔ |